Críticas ao "Mágico" Pop
Olá a todos.
Li recentemente que os mágicos não têm uma boa opinião sobre o "mágico" Antonio Díaz (o Mago Pop). Eu não vi o espetáculo dele, mas dizem que é muito bom. Será que ele realmente usa comparsas e se atribui alguns efeitos criados por outros mágicos?
Se ele usa comparsas, ele se engana a si mesmo e desvaloriza a arte da mágica.
Se ele se atribui efeitos de outros mágicos, pode até enganar o público leigo.
Podemos fazer truques que aprendemos em cursos, livros, etc... Qual é o limite? Apenas os que foram publicados? Devemos dizer "este truque é do mágico tal"?
Um abraço.
Para mim, os problemas com o Mago Pop são exatamente os que vocês falaram. Os cúmplices e o plágio. E vou explicar o que quero dizer.
Sobre o plágio, até a revista Genii se pronunciou, o que já diz muito. Aqui tem um post do Pasto Magic sobre o assunto:
https://pastomagic.com/2018/02/el-mago-pop-basa-su-carrera-en-el-plagio-de-ideas/
O plágio não é fazer o Triumph de Vernon, ou a rotina da carteira, do anel e do dinheiro do Wonder que o Jorge apresentava na época dele; é copiar descaradamente as mágicas de outros mágicos que as estão apresentando agora mesmo, copiando tudo de cabo a rabo. Infelizmente, os truques não têm direitos autorais. E, além disso, uma coisa é quando você está começando, outra é quando, em tese, está no topo. Não acho que ele teria tanto público se as pessoas soubessem que o que ele faz é roubado de outros.
Um exemplo recente de plágio é este. O vencedor do Got Talent Itália que basicamente plagiou o efeito do Shin Lim:
Não sei se vocês curtem o Shin Lim, eu particularmente não gosto muito, mas fiquei revoltado ao ver isso. Ele teria vencido se os jurados soubessem que não é original?
E sobre os cúmplices, o Mago Pop os usa da maneira mais tosca possível. Nunca o assisti ao vivo, mas um dia no parque, conversando com outros pais, um deles contou que foi convidado para ver o Mago Pop, com a condição de que, em determinado momento, iriam lhe perguntar algo e ele teria que responder uma coisa específica. Vocês não imaginam a reação dos outros pais: "assim é fácil", "isso não é mágica", "não dá para confiar mais", "achei que eles não pudessem fazer isso". Tive que intervir e explicar que esse cara é muito queimado por causa disso e que a maioria dos mágicos não faz isso. Não é como o assistente que sabe de todo o esquema — todos sabemos que quem ajuda o Yunke sabe o que está fazendo e que são eles que dão no pé, ou que o espectador que some e aparece fora do palco descobre a farsa —, mas sim ter pessoas aleatórias que precisam fazer certas coisas e fazer o público achar que são espectadores comuns. E sim, já vi mágico que diz não usar cúmplices entregar um papelzinho para um espectador no palco para ele dizer o que o mágico queria que dissesse. E não fui só eu que percebi, mais de um leigo notou e foi uma decepção brutal. Não vale a pena. Com certeza, quem viu isso nunca mais vai olhar para esse mágico da mesma forma.
Para mim, o problema é que a mágica vai para o ralo com essas coisas, assim como com edição de vídeo, efeitos de câmera ou figurantes fingindo ser pessoas comuns e se surpreendendo com o efeito mesmo estando no pior ângulo possível (tipo o Criss Angel). A realidade não sustenta esse tipo de mágica. Não é realista; quando te pedirem para fazer o que viram, é literalmente impossível. Tudo pode ser explicado com truques de câmera, atores, etc. A partir daí, entramos mais na área de efeitos especiais do que na de mágica de verdade. Acho que existe mágica de sobra para não precisarmos apelar para isso.
E como o Ricardo disse há um tempo em um vídeo, os espectadores já esperam que você faça alguma coisa, eles podem te pegar, sabem que tem um truque ali, mas se tem um cúmplice, a decepção é sem tamanho.
Para mim, é a diferença entre contar cartas no blackjack, ou calcular probabilidades no poker, e ter ases na manga ou marcar as cartas.
Para mim, o Mago Pop não é um mágico, é um showman (concordo com o que o Huguiito falou). Exatamente igual aos músicos que fazem regravações de músicas antigas com autotune, visando apenas o dinheiro. Nada a ver com quem busca criar algo próprio, mesmo que apenas 3 pessoas escutem. Ou o escritor que tem a fórmula do best-seller, que clona os próprios livros, em contraste com Kafka, que escrevia para si mesmo. (Pelo menos, no caso da música, pagam direitos aos compositores originais, e o escritor copia a si mesmo).
O tempo vai passar e haverá muitos "magos pop" por aí; eles vão ganhar rios de dinheiro e viver como reis, mas não vão acrescentar nada à mágica, vão passar e não vai sobrar nada deles (nem é essa a intenção deles), porque não se importam com a mágica, nem com os mágicos, nem com os espectadores, além do fato de pagarem o ingresso. Não se importam que existam pessoas na rua contando como foram cúmplices em um show em troca de um ingresso grátis, e o quanto isso pode prejudicar essa arte, eles estão pouco se lixando. E é justamente por essa falta de respeito com a nossa arte que eu não suporto esse tipo de gente. Voltando ao vídeo do Ricardo, se for para ter um cúmplice, que pelo menos seja alguém da equipe fingindo ser da plateia, para depois guardar o segredo.
E, no geral, quando me perguntan, faço questão de que as pessoas saibam que ele rouba efeitos e usa táticas desonestas que os mágicos em geral não aprovam. Prefiro que assistam mil vezes ao Gea, ao Hugo, ao Joaquín Matas, ao Yunke, etc., do que a pessoas como o Mago Pop.
Mas como isso é uma arte, aqui não existem regras, cada um tem a sua opinião.
O link da Geniii não está funcionando, então vou deixar este aqui, que é o mesmo artigo, caso alguém tenha interesse.
https://medium.com/@mhcovill/magicians-speak-about-mago-pop-he-is-building-his-life-on-stolen-material-3fc7bd849033
@link22:
Mas se as mágicas "não têm direitos autorais", o uso da palavra PLÁGIO não é correto.
Não se pode plagiar o que não se pode roubar, e sem direitos NÃO SE ROUBA NADA (o que não deixa de ser uma falta total de respeito).
Por outro lado, se você tem um mínimo de orgulho próprio e respeito pelo criador de uma ideia...,
(principalmente quando você já está no topo e faz shows profissionalmente)
o mais normal seria pedir permissão ou chegar a um acordo com o criador da mágica, para poder apresentá-la com o consentimento dele (coisa que muitos mágicos fazem) sem acabar ofendendo ninguém.
E também não vai cair a coroa de ninguém por ser uma pessoa civilizada.
@link22:
caraca, ele copiou até os gestos!!
@link22:
Totalmente de acordo. Vi um vídeo dele em que ele tira uma moça "da plateia", tampa os olhos e os ouvidos dela, e bom, rabisca o vestido dela, e faz um convidado do programa cortar o rabo de cavalo dela. No final jogam uns confetes por cima ou algo assim e tudo se resolve. A moça nem se mexe, como se o sentido do tato não estivesse funcionando. A impressão que me deu realmente foi a de "não pagaria para ir ver".
@Huguitooo:
claro, no final das contas a melhor técnica é a que não se vê. tanto faz se é um comparsa ou um break, se te descobrirem não foi bem executada e o efeito falha.
@link22:
Exato, isso seria executar bem a técnica (neste caso, o uso de um comparsa).
@link22:
Eu também. É um showman cujo personagem é um mágico, mas não é um mágico de verdade.
Oláaa!!
Tem uma coisa que você comentou que eu gostaria de te perguntar. A mágica tem ou não direitos autorais? Tenho muitas dúvidas sobre esse assunto.
Outro dia vi um vídeo que falava que o famoso Teller (do Pen & Teller) tinha processado um mágico por plagiar o seu efeito "Shadows". Comecei a pesquisar sobre o assunto e vi que é verdade, levaram o caso para a justiça e, para completar, o Teller ganhou. Por isso mesmo não sei como estão as coisas sobre esse tema hoje em dia.
Pelo que eu entendi, o Teller registrou o efeito no órgão de direitos autorais, mas não ficou claro para mim se ele o processou por apresentar o efeito ou por vender a sua revelação.
Valeu ;)
Penso da mesma forma, mas dá para conseguir grandes coisas sem cúmplices, mas se você quer ilusões bonitas e legais, você tem razão
Em grandes ilusões eles são muito úteis (se souber usar bem).
Para mágica de close-up, aí já não acho necessários (embora eu conheça vários truques de close-up à venda em que você é explicitamente obrigado a usar um cúmplice).
Salvo em casos como na série "The Big Bang Theory", onde o personagem do Howard Wolowitz usa o Rajesh Koothrappali como cúmplice para deixar o Sheldon Cooper maluco 😂 😂 😂 😂, nesses casos..., manda bala no uso de cúmplices 😉.
A escassa literatura que existe sobre plágio na mágica sempre diz a mesma coisa: a mágica não pode ser patenteada, mas existe um acordo de cavalheiros entre mágicos pelo qual se aplica a atribuição.
Todos nós já vimos milhares de tutoriais em que o mágico diz que não se lembra de onde viu tal coisa e agradece se avisarem para poder incluir no manual. Talvez por deformação profissional, no meu caso sou obsessivo com isso e passo horas procurando no Conjuring Archive e em outros lugares a fonte de uma mágica ou movimento específico. Já me deparei com muitas surpresas, garanto a vocês.
Acho que, eticamente, é preciso ser um pouco rigoroso com isso e dar os devidos créditos às fontes das mágicas ou técnicas que executamos, antes, durante o depois de apresentar a mágica. Outro debate é se é lícito mudar o dorso das cartas de uma mágica comercial e dizer que, por isso, é nossa ou é a nossa versão. Ou então, se você não gosta do desfecho de uma mágica, mudá-lo e dizer que é seu. Se não houver uma diferença substancial, não acho que se deva fazer isso. Acontece comigo, por exemplo, no Charming Chinese Challenge: o terceiro movimento do Troy Hooser (o autor) me incomoda e prefiro o do Pipo Villanueva. Juntei os dois e não ficou nada mal, mas nunca vou dizer que essa versão é minha. Não a criei, não a idealizei, não quebrei a cabeça ajustando-a, nem a testei com o público até chegar à versão ideal, nada.
Sobre o Mago Pop, acho que tecnicamente ele é muito bom e encontrou a fórmula do sucesso unindo dois métodos.
O primeiro é adicionar litros de lágrimas fáceis às mágicas, não confundir com emoção pela mágica. Isso não o torna melhor, mas sim mais bem-sucedido, segundo um plano perfeitamente traçado há mais de 10 anos, no qual ele propôs que a mágica abandonasse os bares e voltasse aos palcos. O problema é que uma onda de mágicos atuais usa o mesmo método e eu, sinceramente, estou cansado de tentarem me impressionar me fazendo chorar.
A segunda, e me refiro a programas como Factor X, Tú sí que vales, Got Talent, etc. (onde também não há um mágico sequer que não emocione os jurados apelando para as lágrimas), é a seguinte: [spoiler]Gaste de 2.000 a 3.000 euros em 5 ou 6 mágicas fantásticas com muita eletrônica e parafernália e você chegará à final.[/spoiler]
Claro que o Pop usa comparsas e compra os voluntários da plateia, sei disso de fonte segura por meio de muitos contatos internos e externos. O que acontece é que nem tudo vale. Plagiar descaradamente mágicas comerciais sem dar o crédito me parece uma tremenda cara de pau. Assistam novamente aos programas dele no Discovery e me digam se a maioria não está à venda. Procurar gêmeos na plateia para presenteá-los com "algo" também não acho aceitável (algo que já vi pessoalmente outro mágico "criativo" fazer, mas não de forma tão descarada).
Mas, na nossa cultura individualista, tudo isso é desculpado com a ideia de que ninguém sobe na vida sem pisar na cabeça de alguém. Sei lá, acho que existem muitas formas de fazer mágica, de vender mágica e de desfrutar da mágica sem a necessidade de passar por cima de uma comunidade (pouco unida, é verdade) inteira.
@Zeta Sobre o caso do Mesika, obviamente ele não patenteia os loops; patenteia o nome, o sistema para guardá-los, a carteirinha, o método de fabricação, etc. O Spider Pen tem patenteados o software, a fabricação, o carretel, etc., mas não pode patentear uma caneta ou um reel. Ele simplesmente se resguarda ao competir com outras marcas que também fabricam artigos de mágica. É como os Donuts ou as Rosquinhas: sendo a mesma coisa, não têm o mesmo nome. A Penguin vende uns loops chamados Ties que fazem basicamente a mesma coisa, por exemplo.
Fala, galera!!
Para falar a verdade, eu esperava que esse debate estivesse bem menos acirrado, então vou deixar minha opinião sobre o assunto.
O El Mago Pop é possivelmente o mágico espanhol mais conhecido no mundo hoje em dia e já disse em alguns podcasts que o seu show é o que mais vende ingressos em toda a Broadway, então alguma coisa ele deve estar fazendo certo, né? Eu pessoalmente acho que sim, mas não a nível "mágico".
Para mim, o El Mago Pop não é um mágico, mas sim mais um ator/artista da Broadway. Deixa eu explicar. No momento estou lendo "Design de Milagres" do Darwin Ortiz. No livro, ele se aprofunda muito na ideia de que, se o espectador desconfiar minimamente de como o efeito é feito, você falhou.
Todo mundo, até mesmo vários "Muggles", já sabe que ele costuma usar cúmplices, o que faz o espectador suspeitar se ele está usando ou não para aquele efeito e, pela lógica desse livro (que eu concordo), o efeito falhou.
Obviamente, não é todo mundo que sabe onde está o truque de tudo isso, senão não seria o espetáculo que mais vende ingressos, mas para mim, não, não é mágica.
Olá a todos. Entro especificamente neste site para trazer, humildemente, a minha visão sobre o show do Mago Pop, edição Broadway, que está em cartaz atualmente em Madri. Respondo a este comentário porque, como alguém do meio das artes cênicas, compartilho totalmente dessa ideia de artista / ator / showman, muito mais do que de mágico, para o Antonio Díaz.
Quanto à "honestidade" (digamos assim) das mágicas, a verdade é que, na minha experiência, deixa bastante a desejar. Coincidentemente, sentei logo ao lado (fileira 15 da plateia) de dois dos cúmplices do show, que não se esforçaram muito para colocar em prática suas habilidades de atuação. Eles foram os últimos a chegar — literalmente — ao teatro. O Mago Pop foi direto na direção deles no corredor para o efeito do relógio atrasado. Ele deu um jeito de ir pedindo relógios, aí os digitais não serviam, só analógicos... No fim das contas, o único disponível era o do cúmplice. Para falar a verdade, ali ficou bem óbvia a estratégia meio charlatã de vendedor de elixir milagroso. Quando devolveu o relógio para o rapaz, pediu imediatamente um celular (para o efeito que ele copiou do Blas) e, embora eu, por coincidência, estivesse com o meu na mão e o tenha oferecido, ele me ignorou completamente e foi direto no da garota cúmplice (parceira do outro). Os jovens (que já demonstravam uma exaustão pelo que deve ser assistir ao show em looping) faziam o maior espalhafato de surpresa durante seus dois números, mas garanto que não passariam em um teste com Stanislavski, porque a sobreatuação era gritante.
Depois desses dois números, que acontecem no início do espetáculo, o casal não voltou nem a trocar palavra (nem mesmo para comentar o que tinha acabado de acontecer, algo excepcional, na minha opinião, se você vai ver o Mago Pop e é escolhido para uma mágica). A garota, inclusive, chegou a dormir durante uma das narrações em off de autopromoção que separam um número de outro, imagino que enquanto preparam a infraestrutura do palco.
Ou seja, sim. É claro que tem gente combinada na plateia. Até duas das supostas pessoas do público que teriam participado de forma aleatória (pegando um balão arremessado) eram claramente cúmplices, a começar pelo fato de que subiram ao palco quando chamaram essas pessoas, e justamente os dois (que não tinham pego balão nenhum) foram os teletransportados.
Para encerrar, eu gostaria de falar neste fórum profissional sobre a narrativa do próprio espetáculo, que é justamente onde o Mago Pop quer se diferenciar. Se você é fã de artes cênicas, precisa cuidar muito bem da história, não ficar intercalando trechos de curta-metragem que reconstituem a sua suposta trajetória e não levam a lugar nenhum. Não é uma história autoconclusiva. E você não pode exigir que o público se emocione ou se surpreenda, como ele faz repetidamente: "Uma salva de palmas! Vamos, Madri, que é o último!". Isso chega a gerar rejeição. Desde quando um artista mendiga aplauso?
Principalmente essa parte da autopromoção me chocou bastante.
Enfim, essa é a minha opinião, claro que muito pessoal e como mero espectador, mas com a experiência de muitos anos no mundo das artes cênicas.
Olá.
Bom, não conheço o Mago Pop, é bem provável que já tenha visto algum vídeo dele, não sei... Mas enfim, o debate que ele gerou aqui é interessante.
Sobre a questão ética de usar cúmplices:
Qual é a diferença (ética) entre usar um cúmplice (para o que quer que seja) e usar um gimmick, ou um baralho trucado, ou fazer um empalme, etc., etc.? Eu acho que, em termos de ética, não tem problema nenhum. O uso de gimmicks e trucagens tem outros inconvenientes que não vêm ao caso agora porque fogem do assunto (seria interessante abrir outro tópico sobre isso).
Sobre o argumento de que usar cúmplices não envolve nenhuma dificuldade:
Hummm, eu não teria tanta certeza. Sempre que tem o fator humano envolvido, existe a possibilidade de erro. Imaginem que, num espetáculo, um dos "ajudantes" se distraiu e não fez o que tinha que fazer no momento exato (seja lá o que for: puxar um fio, mover um espelho, etc., etc.), pronto, a coisa desanda e já não dá mais certo. Essas coisas não costumam acontecer porque tem muitas horas de ensaio por trás. Mas para que ensaiar tanto se usar cúmplices não exige nenhuma dificuldade?
E, por último, sobre o tema de se apropriar das mágicas dos outros:
Bom, aqui obviamente existe um problema ético, pois se um truque foi publicado por um determinado autor, logicamente ninguém pode se apropriar dele (a não ser que também o tenha inventado sem saber da existência do primeiro. Mas enfim, aqui quem publicou primeiro leva a melhor). Também não acho que a gente precise ficar citando o criador do truque em cada apresentação, desde que você não o copie exatamente igual, claro.
No fundo, a questão aqui é a originalidade. O Jandro, na final do Got Talent (ele foi convidado como consultor do júri), falou sobre originalidade. Ele dizia que o original é a roupagem, a maneira de apresentar os truques (ou mágicas), mas original de verdade, praticamente não existe nada ("Avatar é original? Claro que não, são os Smurfs e Pocahontas. Aí nasce Avatar").
E vou parar por aqui, que já escrevi demais. Abraços
Fala, galera,
Todo mundo sabe que o Mago Pop usa comparsas. Na verdade, alguns de seus efeitos, mas não todos, seriam impossíveis sem eles.
Se você for assistir ao show dele, vai saber do que estou falando.
Mas usar um comparsa não é tão trapaça quanto um forçamento, um break...?
Para mim, a diferença está na dificuldade e na habilidade necessárias. Ter um comparsa não exige dificuldade nenhuma; no máximo, e nesse caso, mantê-lo na folha de pagamento 😉
Por isso, a maioria dos mágicos, profissionais ou amadores, não concorda com o uso de comparsas como o Mago Pop.
Outra coisa é criar a atmosfera mágica, algo que ele realmente consegue fazer. E, junto com tornar o impossível possível, isso é mágica para o público leigo — que é o resto da plateia, tirando os comparsas e os mágicos amadores que foram assistir.
Olhando o preço do ingresso e tentando justificá-lo, a gente vê que tem grandes profissionais trabalhando com ele, como o Mag Lari e, pelo que me pareceu, um comparsa ou outro... mais de 9.
Um abraço.
@XaviCat:
Para mim é a mesma coisa.
@XaviCat:
Mmmm, dificuldade e habilidade necessárias?
A mágica com técnicas básicas (em cartas), como espiadas ou carta-chave, pode enganar até o mais profissional.
Não precisa e nem é necessário usar técnicas complicadas para fazer boa mágica.
Só precisa ser criativo para ocultar essa técnica e confundir qualquer um, por mais pro que seja.
Por outro lado, ter um comparsa exige "escolher uma pessoa que saiba fazer o seu trabalho de atuação perfeitamente" e não estrague tudo. (Para mim seria uma dor de cabeça)
@XaviCat:
Pois é, e só contam "meias verdades".
Como eu disse antes, TODAS as grandes ilusões dependem de comparsas, cúmplices ou assistentes; para mim é tudo a mesma coisa.
Por exemplo:
(Antes de mais nada, vale comentar que eu adoro o Jorge Blass e acho ele um gênio. E, para este caso, ele serve perfeitamente como exemplo)
Jorge Blass e seu truque de teletransporte pelas redes sociais, o truque que ele vendeu para o Copperfield.
Logicamente, de um jeito ou de outro, a pessoa que aparece na caixa ou é:
A - Cúmplice.
B - Ele realmente fez mágica e sequestrou uma pessoa (o que é crime).
Então, por mais que ele diga o que disser, está claro que há um acordo prévio com a pessoa que aparece e que ela é obrigada a fingir surpresa (desculpe se revelei algo que é LÓGICO 🤷🏻♂️)
@XaviCat:
Por via de regra, os grandes espetáculos de mágica são feitos para profanos 😊.
Não para nós que estamos nesse meio.
Seja como for, para mim vale tudo, desde que seja bem feito.
Pois, como você comentou, eu considero que quando fazemos um break ou um embaralhamento falso, já estamos enganando tanto quanto se usássemos um comparsa.
O negócio é ninguém perceber e, acima de tudo, que seja "mágico".
Abraços!!!
@davidoliver.ramos:
A inveja é foda 😂 😂 😂
E, para que fique registrado, eu não gosto do jeito que o Mago Pop faz mágica, mas ele faz boa mágica mesmo assim ( e soube se dar MUITO BEM).
@davidoliver.ramos:
Como um bom galego (e fazendo jus ao clichê) te respondo com outra pergunta.
Qual é a diferença entre assistente e cúmplice? 🤔
@davidoliver.ramos:
Discordo totalmente.
Todos os mágicos da TV quando fazem grandes ilusões usam cúmplices, não haveria GRANDES ILUSÕES SEM CÚMPLICES.
@davidoliver.ramos:
Não sei até que ponto você pode "se atribuir" a criação de um truque, porque, de verdade, você NÃO TEM IDEIA se alguém já fez isso antes de você ou não.
Pense na mágica e nas suas técnicas como peças de Lego: cada técnica é uma peça com um formato diferente e, dependendo de como você as encaixa, cria coisas novas.
Portanto, existem muitos efeitos criados há anos, normalmente esquecidos e depois recuperados por mágicos em ascensão.
Nem os mágicos profissionais sabem tudo o que existe,
Dizer ao seu público (profano) que você inventou um truque (que na verdade não é seu) não faz o menor sentido, a menos que você realmente não soubesse que ele já existia e tenha conseguido criá-lo de fato apenas com o seu conhecimento (o que acontece mais do que você imagina).
@davidoliver.ramos:
Pessoalmente, acho que, desde que você não estrague o truque fazendo de forma horrível,
FAÇA O QUE BEM ENTENDER, limite?.., NENHUM.
e, claro, se você tiver referências de quem o criou, sempre cai bem homenagear o criador na sua apresentação.
Abraços!!!
Olá,
Minhas ideias sobre isso. Para mim, a diferença entre um assistente e um cúmplice é bem clara.
Um assistente já vem do palco e todo mundo sabe que ele/ela "ajuda" o mágico. É um papel claro. Por exemplo, quando ele/ela entra no baú e o mágico o/a atravessa com espadas, o público sabe que é alguém treinado e que colabora com o mágico. A magia acontece porque, mesmo assim, eles não sabem como foi feito.
Mas um cúmplice é alguém da plateia que todo mundo acha que é "um deles". Tem mérito chamar alguém aleatório e adivinhar a carta ou o que a pessoa está pensando. É fair play. Mesmo que você tenha usado truques, obviamente, você ralou bastante para conseguir (às vezes, muito). Chamar um cúmplice já sabendo o que ele vai dizer, quase qualquer um faz. É só teatro. E essa diferença fica clara com o seguinte argumento: Se a plateia visse o mágico chamar o próprio assistente e perguntar a mesma coisa, você acha que eles aplaudiriam?
Me refiro a um cúmplice, se por exemplo você pede para um espectador nomear uma carta livremente e essa pessoa faz parte da equipe do mágico.
Não acho que o Jorge Blass tenha inveja de ninguém
https://www.elespanol.com/corazon/famosos/20240525/jorge-blass-desenfunda-varita-mago-pop-no-coincido-formas-hacer-magia-mejor-no-hablo/857664371_0.html
Adorei esse capítulo
Mais informações:
https://blogip.garrigues.com/propiedad-intelectual/proteccion-trucos-magia-regulacion-propiedad-intelectual
Bom, li a notícia/entrevista.
Entendo você pensar que ele "está insinuando" que "o que ele não faz", o dito cujo (Pop) faz.
Mais que nada pela ordem das perguntas e respostas.
Na verdade, ele não diz especificamente que o Mago Pop faz exatamente o que "ele diz que não faz".
Jorge Blass diz:
Jamais copiou um truque, não usa comparsas e o público é real.
E agora vou te dar a minha opinião pessoal
A primeira coisa que vou dizer é que "Jamais copiou um truque" é a primeira mentira dele.
Porque é óbvio que copiou, copiou e copiou. Como todo mágic@ quando começa na mágica.
Outra coisa bem diferente é que hoje em dia (em todos os seus anos como mágico profissional), nos shows dele tudo seja original dele.
Y "não usa comparsas"????, tem certeza que NÃO???, beleza, então eu sou o Son Goku :slight_smile:
REPITO: Diferença entre assistente e comparsa???
Para mim, NENHUMA.
Quem quiser ver, beleza, sem problema, cada um com a sua história.
(por isso eu gosto de close-up e não de grandes ilusões de palco, no close-up você não precisa de ajuda de NINGUÉM, além de você mesmo)
Esse negócio de que o "público é real" é desnecessário. Sério, por acaso quando você faz um show você não cobra ingresso para ganhar o seu dinheiro???, OBVIAMENTE o público é real.
Ou pelo menos a grande maioria é (no máximo, você tem de 3 a 9 assistentes/comparsas)
Vale dizer que é a minha opinião pessoal, uma simples e insignificante opinião.
Espero que ninguém leve a mal 😅.
Abraços!!!!
Primeiro, vou falar sobre a questão dos cúmplices. A diferença entre um assistente e um cúmplice é que o público acredita que o cúmplice é um deles e atribui todo o mérito ao mágico. Por outro lado, um assistente não faz parte do público; a plateia sabe que ele faz parte do show, sabe que o assistente conhece o segredo e tentará valorizá-lo e, por isso, vão tratá-lo com o mesmo ceticismo que tratam o mágico.
Por exemplo, se um cúmplice fala uma carta e o mágico já a tinha previsto, todo mundo vai achar a previsão um efeito impressionante; por outro lado, se um assistente fala uma carta e o mágico revela que já a tinha previsto, ninguém vai se surpreender, pois vão supor que eles tinham combinado a carta.
Ainda sobre o assunto de copiar, temos que distinguir copiar de roubar. Como você bem disse, todos nós já copiamos alguma vez quando estávamos começando (o que também não serve de justificativa para copiar quando você já não é mais um iniciante). Atualmente, estou criando um show de mágica de palco e salão onde nenhuma mágica é minha; eu as "copiei", mas dou a elas a minha própria personalidade e daria para dizer que as "torno minhas". Além disso, é muito importante ressaltar que comprei todas elas ou as li em livros que comprei; portanto, estaríamos falando de copiar de forma saudável, já que você pagou por um livro ou por um efeito, o que faz com que você tenha "pago" pelo seu direito de usar aquele efeito.
Entendemos por roubo quando o mágico não publicou o efeito, ou você não tem o livro nem o efeito comprado, mas faz mesmo assim porque conhece o segredo. Aqui você está roubando a ideia, já que o mágico cobra um valor para que você possa fazer essa mágica e você não está pagando por isso.
No caso do Mago Pop, pelo que sei é ainda pior, já que alguns colegas lhe ensinaram um efeito que iam apresentar em breve (um efeito criado por eles) e ele o usou antes do próprio criador para aparecer na TV.