O carrinho
Olá a todos.
Neste fim de semana estive em uma casa de campo com amigos e me pediram para fazer mágica. Ficaram muito surpresos com tudo e foi um sucesso.
Tive um problema com o famoso truque do carrinho que para na carta escolhida pelo espectador. Tenho dois carros, um transparente e outro que não é. Deixei ambos para examinarem e mexeram tanto que forçaram e travaram as rodas; consegui me sair bem fazendo um outro efeito com o carrinho, mas não o esperado. Como eles não sabiam o que deveria acontecer com o carrinho, ficaram surpresos do mesmo jeito.
Como vocês fazem para que não examinem tanto o carrinho e para que pareça que ele foi conferido por completo?
Um abraço
Obrigado pela resposta, Zeta.
Sim, eu digo que é um carrinho de brinquedo de um dos meus filhos, para que vejam e, rapidamente, vejam também o baralho. Mas um deles pegou da mão de quem estava examinando antes que ele o colocasse na mesa... para ver o carrinho. Talvez dar para examinar não seja o correto. O que o Juan diz, que o carrinho tem marcha para frente, marcha ré e parada, com isso já deveria ser suficiente.
O desbloqueio é rápido, mas você já tem que ficar manuseando um pouco o carrinho.
Enfim, isso não me desanima a continuar fazendo, porque a mágica é divertida.
Sempre dou para examinar o que uso nas mágicas. Não faço mágicas com preparação prévia. Se preciso de preparação, eu a faço durante a introdução da mágica, porque costumo contar um pouco da história de quem criou o efeito.
Obrigado, Zeta, pelo seu tempo.
@davidoliver.ramos:
👍
@davidoliver.ramos:
Até dá para dar para examinar, mas bem de leve, quase que já tirando da mão deles de volta enquanto você explica o lance de ir para frente, para trás e parar.
É claro que sempre vai existir esse risco de alguém mexer demais e acabar travando o mecanismo, mas devem ser casos isolados.
@davidoliver.ramos:
👍 👍 👍
Obrigado, um abraço!!!
Você tem toda razão, na verdade. Mas é algo que me indigna profundamente. Enfim, é continuar aprendendo a lidar com isso.
Valeu!!
Obrigado pelos conselhos.
Tive que fazer umas mágicas porque insistiram muito. Fiz cerca de 15 mágicas e eles gostaram muito.
Vou contar para vocês o que realmente aconteceu com o carrinho.
0-. Tiro o baralho, que dou para examinarem, e o carrinho. Eles examinam pouco.
1.- Forçamento da carta, o espectador a perde no baralho e ele mesmo embaralha.
2.- Extensão do baralho na mesa e adivinhação pelo carrinho, parando no lugar exato. Grande espanto e aplausos.
3.- Tiro outro carrinho, transparente, dizendo que muita gente acha que eu tenho um anão e por isso tenho esse outro transparente para evitar desconfianças (risos). Eles pedem para examinar e eu acho que não vão mexer muito nele. Não deveria ter dado para examinarem. Eles travam as rodas e o carrinho para no lugar errado.
4.- Decepção, mas com uma quebra de tensão por parte do público. Aproveito o momento para deixar a carta cair debaixo da mesa e chutá-la com o pé para o outro lado da mesa (uns 3 metros). Digo a eles: "Mas vocês acham mesmo que um carrinho pode parar na carta? De verdade, não era essa a sua carta?". "Mas ela sumiu!", dizem eles. O carrinho não para porque ele é especializado em desaparecimento rente ao chão. Eles olham para baixo e a carta está lá.
Eles ficaram surpresos porque não sabiam o que era para acontecer.
O que aconteceu me serviu de grande aprendizado. Continuei com a apresentação e não aconteceu mais nada. Fico satisfeito até com os erros.
Já peguei muitos shows com desconhecidos que tentam ser o centro das atenções. Eu opto por dar protagonismo a eles, porque eles acham que estão dominando a apresentação, mas eu os levo para onde eu quero. É divertido...
Se alguém disser: "sei como você faz". Maravilha, faz você agora. "Sei como faz, mas não sei fazer". Beleza, então CALA A BOCA que você fica mais bonito.
Pessoalmente, não costumo gostar de fazer mágica para amigos (a não ser que eu saiba que eles são do tipo que gostam de curtir o efeito), porque sempre tem um chato para querer chamar a atenção de todo mundo (geralmente daqueles que não suportam não ser o centro das atenções!) dando palpites (sem acertar quase nada) de como a mágica é feita ou, como foi o caso, estragando tudo e acabando com a diversão de geral, porque claro, ele é o “espertalhão”. Não sei se foi o seu caso específico, mas acho que todos nós já sofremos com isso.
Como recomendação, dá para examinar por uns segundos e já era, como já foi dito, nem que você tenha que tirar da mão dele.
Uma pena que tenham estragado a sua mágica.
Realmente, sempre tem um sem-noção para cada show. Mas isso entra na categoria de "controle de público". Fiquei encanado com isso por muito tempo, cheguei até a cogitar parar de fazer mágica para o público. Eu começava dizendo que a mágica não existe e que o que eles iam ver era uma ilusão. Péssimo começo, eu sei.
No final das contas, isso só me deixou mais seletivo antes de começar (adolescentes estão vetados), mais ríspido quando recebo comentários durante o show (99% calam a boca com o primeiro corte) e mais firme quando alguém quer ficar mexendo no material.
Mesmo assim, a gente nunca está totalmente a salvo. Há alguns meses, estragaram um número meu na frente de 50 pessoas porque umas crianças tiraram algumas cartas de um baralho ordenado antes do show, algo que NUNCA acontece, e não conheço ninguém que tenha passado por isso. Bom, aí passei para o próximo efeito, tentando não transparecer a raiva. Mas, naquele momento, eu teria esgoelado alguém.
O importante é aquele clichê: o show deve continuar. E, claro, se você notar que o público não está correspondendo, guarda as coisas e parte para outra. Você não tem que provar nada para ninguém.
@davidoliver.ramos:
Parabéns e muito sucesso!!
@davidoliver.ramos:
Um clássico original de Dick Koornwinder e que foi popularizado por Juan Tamariz.
@davidoliver.ramos:
Nem muito, nem pouco.
Dar para examinar deveria ser apenas o justo e necessário.
Tudo depende de como você apresenta, mas eles não deveriam passar de 10 segundos mexendo nele (e 10 segundos já é muito).
É um carrinho normal e ponto final 😂... e para quem gosta de ficar mexendo demais, você entrega uma pedra para a pessoa ficar passando a mão o quanto quiser (e não é brincadeira, estou falando super sério).
@davidoliver.ramos:
Bem, não dando muita importância para que fiquem examinando demais, você simplesmente tem um carrinho de brinquedo (a história de onde ele veio já depende de você) que vai ser o seu ajudante em uma mágica e pronto.
Também não vejo grande problema nisso, a menos que você insista demais em dizer "que é um carrinho normal" (coisa que você nunca deve mencionar), só dizer que é um carrinho de brinquedo e pronto, tirar rapidamente a atenção e a necessidade de examiná-lo e passar direto para a mágica.
P.S.: Travaram as rodas, mas imagino que você consiga destravar sem grandes problemas, né?