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Aberturas e primeiros truques para espetáculos familiares

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Construir o início de uma atuação familiar

Borja Montón reúne truques e critérios de apresentação para os primeiros minutos de um espetáculo em casamentos, batizados, comunhões ou aniversários. O percurso vai desde uma abertura visual até à participação do público a partir dos respetivos lugares e à chegada do primeiro assistente.

A ideia é escolher de acordo com o que queres contar, a tua forma de atuar e as condições do espaço. Não precisas de comprar toda a coleção mostrada: algumas peças recebem uma explicação detalhada e outras são apresentadas como opções para o teu repertório.

Produções de garrafa, copo e objetos desenhados

A aula começa com uma sequência que une uma garrafa de vinho, um copo e uma garrafa de água que surge a partir de um bloco de desenho. Depois, explica-se a produção de garrafa com lenço, prestando atenção à preparação, ao vestuário, aos ângulos, à postura e à coordenação do corpo com as mãos. Comparam-se diferentes colocações e repete-se o movimento para ensaiá-lo.

Também é mostrada uma variante com balão e um carregador comercial. Borja comenta as suas diferenças de conforto e manuseio, bem como as dificuldades de trabalhar rodeado de espetadores. A produção do copo é explicada separadamente, utilizando uma ação quotidiana da apresentação para lhe dar sentido.

Com o bloco Super Pad, ensina-se o funcionamento e a apresentação de uma produção ligada a um desenho. São comentados objetos compatíveis e a conveniência de apoiar os criadores originais. É uma explicação de uso, não um oficina completa de fabrico.

Outras possibilidades de abertura

Um blendo luminoso com borboletas e umas caixas coloridas que surgem de um saco permitem comparar aberturas musicais e visuais. São comentados o efeito da iluminação, a personalização do material e a relação entre os objetos e o tema do espetáculo.

O blendo é mostrado, mas a sua dobragem e preparação completas não são desenvolvidas. Food to Go surge depois como outra opção de produção; é comentada e manuseada brevemente, sem uma explicação completa e ensaiada do seu manuseio. As referências a pombos, manipulação de cartas ou bastões ampliam as ideias disponíveis, mas não constituem cursos dessas especialidades.

Apresentar o argumento e envolver o público

Após a abertura, Borja propõe explicar qual será o tema da atuação e apresentar um objeto que possa ganhar importância mais à frente. É mostrada uma caixa com cadeado e o respetivo funcionamento, sendo mencionado um cadeado de gravidade como alternativa para um fio condutor.

O dado passa-passa serve para desenvolver uma apresentação na qual as crianças acreditam descobrir o que está a acontecer e participam antes da surpresa final. A sequência e o respetivo diálogo são demonstrados; não é oferecido um estudo completo de todas as mecânicas do aparelho.

Também são apresentadas a baralho invisível jumbo e o livro de colorir, com uma versão de grande formato. São comentados a visibilidade, a participação coletiva e a escolha do momento adequado: Borja distingue um truque interativo de um truque que usaria como abertura imediata. A rotina de David Kaye, Silly Billy, é recomendada como referência, mas não é desenvolvida integralmente aqui. O baralho invisível e o lenço para o ovo exigem o conhecimento dos respetivos manuseios por outra via.

Do grupo ao primeiro assistente

Para passar a um número de desenvolvimento, são comentados truques com esponjas, finais de maior dimensão e viagens de objetos. A adaptação das esponjas a tomates ilustra como dar um tema a um material conhecido; não se ensina uma rotina completa de esponjas.

O tubo para cédulas recebe uma demonstração e uma explicação do seu funcionamento. Estuda-se como apresentar um recipiente fechado e o reaparecimento de uma cédula assinada. A fase prévia de troca ou desaparecimento da cédula é dada como conhecida, pelo que terás de dispor desse manuseio para completar a aplicação.

Carta ao lenço e duas formas de trocar um objeto

A parte final utiliza a produção de uma carta desenhada num lenço para trabalhar duas trocas. Explica-se o cruzamento de olhares, a justificação das ações e a coordenação da atenção com o movimento. Depois, desenvolve-se uma alternativa com o estojo do baralho e a participação do assistente.

Os detalhes incluem onde posicionar o espetador, como entregar o objeto com naturalidade e porque não convém precipitar o gesto. São comentadas possíveis aplicações a envelopes, previsões e outros objetos. Para completar a carta ao lenço, é necessário conhecer um forzaje de carta; aqui, o trabalho detalhado centra-se nas trocas e na respetiva apresentação.

Materiais e preparação

Para praticar as produções, precisas de um casaco e roupa que permitam o manuseio explicado, uma garrafa, um copo e um lenço; a variante com balão utiliza o seu próprio acessório. O trabalho com desenhos, o dado passa-passa, o livro de colorir e o tubo para cédulas exigem o material correspondente. Escolhe apenas as peças que se enquadrem na tua atuação.

Para a carta ao lenço, utilizam-se os lenços apropriados, um elástico e um baralho com estojo; um pequeno objeto, como o péndulo mostrado, pode fazer parte da apresentação. Convém ter alguma agilidade básica com cartas e pequenos objetos, conhecer uma troca ou desaparecimento de cédula se fores usar o tubo e ensaiar as cargas, os ângulos e as entregas antes de atuar.

Os exemplos comerciais pertencem ao momento da gravação: não é garantida a sua disponibilidade atual nem se incluem os acessórios. A aula oferece uma seleção de aberturas e manuseios para construíres a tua própria sequência, e não um espetáculo completo pronto a apresentar.