Espectador excessivamente chato
Muito boa noite a todos.
Sou o Juan (iniciante), estou há cerca de um ano e meio neste mundinho.
A dúvida é a seguinte: alguém poderia compartilhar um truque, efeito, ou alguma rotina/apresentação específica para deixar um espectador que está sendo um "chato" totalmente sem graça? Que ele fique sem vontade de continuar atrapalhando? ??
Vou contar para vocês... encontrei um espectador que, desde o início, demonstra que a única intenção dele é atrapalhar. Desde o primeiro efeito, ele vive interrompendo, fazendo perguntas nada a ver, pedindo o baralho mesmo quando não é o voluntário da vez, pedindo para examinar, pedindo para embaralhar... querendo fazer o próprio truque. São interrupções constantes que acabam te desconcentrando e fazendo perder a paciência.
Por um lado, é claro que precisamos encontrar uma forma de capturar a atenção do público na rotina que está em andamento com um par de rotinas iniciais bem impactantes.
Mas, neste caso específico, trata-se de um espectador que demonstra desde o primeiro minuto que a diversão dele é ser inconveniente, fazendo suas gracinhas e interrupções, sem demonstrar nenhum respeito.
Já fiz shows mais ou menos curtos (40-45 min) para grupos de crianças (da família e desconhecidos) e grupos de adultos (amigos, familiares e desconhecidos), e só neste caso encontrei alguém com tanta vontade de incomodar. Nem com crianças me aconteceu algo assim.
Depois de fazer vários comentários sutis sem resultado, cheguei à conclusão de que a intenção dele era puramente atrapalhar... na minha opinião, nesses casos, o mais adequado — já que o espectador é um impertinente que desrespeita o mágico e o restante do público — é chamá-lo como voluntário e fazê-lo participar de uma rotina onde ele se exponha como o que realmente é: um sem noção, e que ele fique totalmente "queimado" em público.
Minha pergunta é (desculpem o desabafo anterior): alguma rotina ou apresentação para deixar um espectador inconveniente sem graça e sem vontade de continuar atrapalhando?
Muito obrigado desde já.
Olá. Agora mesmo me vem à mente pensar em 2 tipos de espectadores "sabichões" ou "chatos". Um que gosta de desafios e por isso te desafia, para o qual provavelmente fazendo algum efeito de "falha do espectador", ou algum outro truque impactante (roubar o relógio dele, ou colocar uma moeda embaixo..., um jogo das três cartas..., etc.), com certeza ele vai entender o recado: "fiz na sua cara e você não viu, fica quietinho aí". Acho que para esse tipo de gente, que não tem má intenção, provavelmente a própria mágica funcione.
Mas tem outro tipo de "chato" que não se aquieta com mágica. É o tipo que, geralmente, é o centro das atenções do grupo e se sente ameaçado pelo mago porque agora ele não é o mais popular, então entra numa disputa para ser o "alfa". Se o resto dos espectadores ficar na deles e não colocar ele no lugar, ele vai te encher o saco durante todo o show. A solução: "nocautear ele" (é metáfora, mas se você tiver um rolo de macarrão à mão, é bem eficaz kkk).
O que seria esse "nocautear"? Bem, é colocar o resto dos espectadores (que realmente querem te assistir e curtir o que você faz) contra ele. Porque enquanto o cara não calar a boca e sossegar, você não vai continuar. Vou dar um exemplo hipotético de como seria a situação (a partir do momento em que você percebe que ele é desse tipo de gente):
Imagine que ele te pede para embaralhar... e você: "Para que você quer embaralhar?... Quer que dê errado para mim, né?... Ah... porque você é do tipo de pessoa que se diverte vendo os outros se darem mal... bom, se você quer que eu erre, eu faço a sua vontade...". Aí você faz aquele truque de adivinhar uma carta de forma impossível, só que erra de propósito. (Pede para qualquer outra pessoa tirar uma carta — para não estragar a sua preparação do baralho, caso tenha alguma —, chuta qualquer carta e o mais provável é que você erre mesmo). E vai repetindo isso. Depois de um tempo, você pergunta: "Está gostando?... posso continuar assim o tempo todo, contanto que você se divirta com essa mágica dando errado...", "ou prefere fazer como os outros e aproveitar o que eu preparei?"
Enfim, acho que deu para pegar a ideia: todo mundo vai perceber que ele está atrapalhando e que ninguém vai ver o show até que ele cale a boca e fique quieto, aí a galera "vai cair matando em cima dele". E assim, com muita elegância e jogo de cintura, você coloca ele no devido lugar.
P.S.: Me desculpem pelo tamanho do comentário.
Na última quinta-feira, estive assistindo ao vivo ao Anthony Blake e, logo no início da apresentação, surgiu aquele "engraçadinho" clássico que quer ser o centro das atenções, interrompendo quando não era o momento. Blake o cortou de imediato, convidando-o, de forma muito educada, porém direta, a ficar no seu lugar, a ocupar sua cadeira e a contar sua história para todos os presentes — que, por sinal, não se importariam em ouvir, mas ele não imaginava o quanto aquilo interessaria ao restante do público. Tudo isso, é claro, com um sorriso no rosto. O resultado foi que não se ouviu mais um pio dele durante todo o espetáculo, e nós pudemos continuar desfrutando da magnífica apresentação.
Fala, @Juanlutgn.
Vou comentar brevemente duas coisas.
A primeira,
@Juanlutgn:
Para mim, isso é um show longo e completo; curto, para mim, são 15 minutos.
Mas imagino que o tempo seja relativo para cada um.
A segunda, e com relação ao seu problema,
@Juanlutgn:
Se for uma apresentação paga, para mim é muito claro: ou ele fica quieto ou vai embora, simples, fácil e direto, não tem conversa (vai atrapalhar em casa ou quem quiser te aguentar).
Além disso, você sempre terá várias formas de lidar dependendo do espectador inconveniente.
Pelo que você diz, parece ser um espectador "que te persegue". Nesse caso, talvez o problema seja mental e você deva tomar medidas mais sérias.
Se não for esse o caso e você se refere a espectadores esporádicos que surgem, é só evitar ou ignorar e pronto.
Aqui a coisa é simples: quem tem mais confiança? Você em si mesmo ou aquele que está te incomodando?
Não vou te explicar técnicas nem formas, pois isso depende muito da personalidade e do jeito de cada um.
Pessoalmente, eu (se eu quiser) sei muito bem como humilhar e destruir moralmente esse tipo de espectador, o que nem sempre é necessário, mas isso varia de acordo com o perfil de cada mágico.
Recomendo que, assim que ele começar a te testar, você diga diretamente: "ou se comporta ou vai embora", e acabou.
A mágica é para quem quer assisti-la.
Um abraço e boa mágica!!!
Olá Zeta.
antes de mais nada, obrigado pela resposta.
Sobre o tempo... a bem da verdade, sim, é relativo, assim como a percepção de cada um. De qualquer forma, acho que não vem ao caso para a pergunta que eu estava fazendo.
Se era pago ou não? Não, não era pago. Explicando a situação: aconteceu na comemoração de aniversário de um amigo de longa data. Como presente meu, preparei algumas rotinas para surpreendê-lo.
Esse espectador chato é amigo do aniversariante, não meu, mas também era um dos convidados da festa.
Concordo com você, a mágica é para quem quer ver e, eu diria, para quem quer curtir. Daí podemos deduzir facilmente que — e isso é bem óbvio — nem sempre as circunstâncias são ideais. Neste caso específico, como conheço o aniversariante há muitos anos, ele estava super receptivo e adora se surpreender. Mãs... lá estava o outro sujeito que resolveu interromper constantemente a apresentação de cada efeito, perguntando o "porquê" de tudo o que eu propunha na rotina... ou seja, quebrando o tempo todo a dinâmica da rotina querendo fazer gracinha com o fato de interromper, achando que cada interrupção dele era uma piada. Claro, não era um show pago, e eu também não era nenhuma autoridade ali na festa para pedir para ele se retirar.
Quando você diz isso:"eu sou muito bom em humilhar e acabar com o moral desse tipo de espectador, algo que nem sempre é necessário, mas aí vai da personalidade de cada um."
se você pudesse me dar um ou dois exemplos detalhados, eu agradeceria de verdade.
Vou tentar adaptar ao meu jeito de ser e à minha forma de entender a interação com o espectador, para ver em quais casos vale a pena usar.
Concordo com você que nem sempre será necessário. Na verdade, seria ideal que nunca — ou quase nunca — fosse preciso... mas às vezes surgem essas figuras (no meu caso, foi a primeira vez).
Enfim, se você puder me dar alguns exemplos... desde já, muito obrigado!
Olá Z
Vê se você consegue me ajudar, tá uma luta para entrar no site. Tenho que digitar o e-mail pelo menos umas 20 vezes antes que ele me peça a senha. É normal??
Fala, Juan! Estive lendo sua mensagem e me vi muito refletido. Quando um espectador quer ser engraçadinho, o que costumo fazer é um jogo automático, mas muito potente, para colocar ele no lugar. A questão é que, na maioria desses truques, por mais que embaralhem o baralho, o efeito sempre sai. Mas se mesmo assim ele continuar te perturbando, o que costumo fazer é soltar uma piada ou dizer na lata: 'Olha, estamos aqui para nos divertir. Se você quer fazer mágica, tem hora para tudo, ou você pode procurar o seu próprio público.' E se ele ainda continuar enchendo o saco, eu mando essa: 'Quer um prêmio por saber tudo? Mesmo que você não saiba de nada...'
Preciso de ajuda com espectadores que ficam tocando no baralho. Eu estava fazendo um truque usando duas cartas como uma, onde finjo que erro para depois revelar a carta certa que supostamente tinha errado, mas no meio do truque o espectador toca nas duas cartas e revela o segredo. E não é a primeira vez que isso acontece. O que eu faço?
Talvez tenha a ver com a forma como você está apresentando a mágica, ou com a dinâmica que você está criando...
Vou deixar aqui esses vídeos que talvez possam te ajudar.
não faça mágica para esse tipo de gente; se não é a primeira vez que fazem isso com você, acabou a mágica para eles.
Obrigado... acho que sim, na verdade.
Acho que posso usar algumas das sugestões, inclusive uma em particular me fez pensar. Provavelmente o mais adequado teria sido pará-lo logo de início de um jeito mais... "sólido".
Não é a opção que eu tinha em mente no início, quando postei a dúvida (estava pensando mais em alguma rotina que o deixasse sem graça), mas o que realmente importa é que funcione para freá-lo e, como você disse, para que ele não se cresça.
Embora, para falar a verdade, na hora eu teria soltado umas boas respostas nele com gosto.
Muito obrigado !!
Olá de novo, @Juanlutgn.
@Juanlutgn:
De qualquer forma, sempre vai ser bom pará-los desde o começo.
@Juanlutgn:
Vou te falar mais algumas coisas.
Jeito tem..., mas depende de como você é e de como se sai com certas coisas.
Deixa eu explicar.
Eu costumo usar truques automáticos quando o sujeito inconveniente é pouco ou quase nada irritante.
Mas quando o nível de chatice dele é grande, eu uso (se tiver à mão) um baralho marcado ou mesmo a mnemônica para controlar a carta que ofereço a ele ou (o melhor, disparado,) um forçamento clássico.
Normalmente, quase todos os espectadores chatos (para não dizer 100%) fazem a mesma coisa... quando você diz: "coloque sua carta no meio do baralho que eu vou perdê-la" ou "coloque sua carta entre as outras cartas que eu vou perdê-la" ou "etc...", o normal é eles dizerem que não e guardarem no bolso (ou em outro lugar) e te desafiarem a adivinhar, dizendo "se você é tão mágico assim".
Já te digo que costuma ser sempre assim, eles se acham muito espertos, mas TODOS seguem o mesmo padrão e fazem a mesma coisa para tentar atrapalhar.
E se a carta for forçada ou marcada, você já pegou eles de jeito 😉.
Claro que, embora eu ache que o forçamento clássico seja o mais eficaz nesses casos (pois é o melhor forçamento, disparado, pela sua naturalidade), é preciso estar com ele muito bem treinado.
Como alternativa, um baralho marcado é uma ótima solução.
Abraços e boa mágica!!!
Deixo aqui alguns posts com ideias:
https://magigram.com/es/club/magic/como-lidiar-con-fastidios-3911/
https://magigram.com/es/club/magic/el-cochecito-6302/
https://magigram.com/es/club/magic/te-han-pillado-5752/
https://magigram.com/es/club/beginners/que-hacer-cuando-te-arruinan-el-truco-1196/
Fala, elayudante; muito obrigado pelo seu feedback.
No caso que estou expondo, não é que ele tenha arruinado um efeito em si. É que, nem na apresentação de cada jogo ele permitia avançar sem interrupções, nem na exposição da mágica. Com essa situação, a princípio "ignorando o cara"... você acaba avançando aos trancos e barrancos, e ao pedir ao espectador que corte, ou que misture, ou que selecione uma carta... novas interrupções... "por que cortar? me dá aqui que eu embaralho, deixa eu ver o baralho..." tornando muito, muito difícil avançar na rotina desde o primeiro momento e durante toda a execução.
Portanto, não é que ele tenha visto algo estranho e não se segurou, não foi essa a situação. Foi interrupção constante desde o início de cada efeito, durante a apresentação e durante toda a execução.
Por isso, me deu uma vontade de deixá-lo em evidência como o que ele estava provando ser: um completo impertinente.
Mas,
mil obrigado pelo seu feedback.